
O núcleo MarineEcoGlycans busca transformar recursos e biorresíduos marinhos em biocompostos de alto valor, unindo inovação farmacêutica à sustentabilidade (Bioeconomia Azul e economia circular).
Estudos de Caso: Conquistas Científicas do MarineEcoGlycans (Trabalhos Anteriores e Atuais)
O conjunto de trabalhos produzidos pelos pesquisadores fornece uma prova de conceito convincente para o imenso potencial terapêutico encontrado em diversas espécies marinhas
O projeto atua em duas frentes principais:
* O Problema Atual: A cadeia global de medicamentos essenciais, como a heparina, é frágil. Por depender de mamíferos (suínos), apresenta riscos de contaminação por patógenos e efeitos colaterais graves, como hemorragias.
* A Solução Inicial (Invertebrados Marinhos): O desenvolvimento de Glicosaminoglicanos (GAGs) a partir de invertebrados provou ser uma alternativa superior. Por serem evolutivamente distantes dos mamíferos, são intrinsecamente mais seguros e possuem uma estrutura única que garante eficácia terapêutica sem o risco hemorrágico da heparina tradicional.
* A Fronteira Futura (Algas Marinhas): A pesquisa está se expandindo para o uso de algas marinhas (abundantes, sustentáveis e de rápido crescimento). O foco é explorar polissacarídeos ricos e inexplorados, como Fucoidanos, Beta-Glucanas, Alginatos e Carragenanas.
Principais Aplicações das Algas Marinhas:
- Produtos Farmacêuticos: Criação de novos agentes anti-inflamatórios, antitrombóticos e anticancerígenos.
- Nutracêuticos e Cosmecêuticos: Suplementos alimentares e formulações tópicas (ex: tratamento de danos causados pelo sol na pele).
- Biomateriais: Desenvolvimento de matrizes (scaffolds) e materiais especializados.
Conclusão: A transição para o uso de algas marinhas garante um fornecimento seguro, ético e diversificado, reduzindo a dependência de nichos ecológicos únicos e gerando soluções concretas para as indústrias farmacêutica, biomédica e de bens de consumo.
Pesquisadora do INCT:
Prof. Mauro Pavão
