
As altas taxas de mortalidade por câncer colorretal são um reflexo da deficiência de estratégias terapêuticas capazes de impedir a recorrência da doença e desenvolvimento de metástase. Embora os avanços na compreensão de mecanismos celulares e moleculares envolvidos com a progressão tumoral estejam contribuindo para o aprimoramento dessas estratégias, o número de pacientes beneficiados ainda é relativamente pequeno, evidenciando a necessidade da busca por novos alvos para a terapia. Neste contexto, os projetos desenvolvidos pelo Grupo de Glicobiologia do Câncer/UERJ têm fornecido dados que estão contribuindo para melhor compreensão da biologia do tumor. Em células de câncer colorretal já foi demonstrado que pode haver expressão aumentada do gene que codifica uma enzima chamada de MGAT5. Essa enzima sintetiza um carboidrato que apresentam um tipo específico de ramificação formada pelo monossacarídeo N-acetilglicosamina, denominada β1,6GlcNAc. Previamente, verificamos que amostras de adenocarcinoma de cólon com alta expressão do gene MGAT5 conferem um pior prognóstico em relação a sobrevida livre de doença. Além disso, temos observado que inativação de MGAT5 em células de adenocarcinoma de cólon reduz seu potencial maligno, além de afetar o perfil global de expressão gênica. Portanto, os dados gerados pelo Grupo de Glicobiologia do Câncer/UERJ poderão ser utilizados futuramente para o desenvolvimento de novos biomarcadores moleculares que visam aprimorar o diagnóstico e tratamento deste tipo de câncer.
Pesquisador do INCT:
ntegrantes do Grupo de Glicobiologia do Câncer – DBCel/LFCM/UERJ e links do Lattes
Julio Cesar Madureira de Freitas Junior – Coordenador (Prof. Adjunto)
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Nathália Campos Dos Santos Touça – Doutoranda
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Giovanna Fernanda de Lima Mynssen – Mestranda
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Giovana Beatriz de Oliveira Fonseca – Iniciação Científica
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Pedro Nascimento Vieira da Silva – Aperfeiçoamento
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